Canal de comunicação com os leitores:

Este blog foi criado em 02 de dezembro de 2009,
como suporte aos meus alunos, contudo, estou aposentada desde 10 de março de 2012, sem atividade de ensino, não tendo mais interesse de desenvolver alguns assuntos aqui postados. Continuo com o blog porque hoje está com > 237.000 visitantes de diversos lugares do mundo. Bem-vindo ao nosso ambiente virtual. Retorne com comentários e perguntas: lucitojal@gmail.com.
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Tenho 17 vídeos no youtube: lucitojaleseara.

São muitas as postagens, cerca de 400, veja a lista de marcadores no lado direito do blog.

Falo sobre composição, valor nutritivo dos alimentos e biodisponibilidade dos nutrientes. Interações entre nutrientes: reação de Maillard e outras reações com proteínas, principalmente AGEs (Advanced Glycation End Products) e a relação desses compostos com as doenças crônicas: Diabetes, Alzheimer, câncer, doenças cardiovasculares entre outras. Atualmente, dedico-me mais ao conhecimento dos AGEs (glicação das proteínas dos alimentos e in vivo).

"Os AGEs (produtos de glicação) atacam praticamente todas as partes do corpo. É como se tivéssemos uma infecção de baixo grau, tendendo a agravar as células do sistema imunológico. O caminho com menos AGEs; escapa da epidemiologia dos excessos de alimentação" disse Vlassara. http://theage-lessway.com/

ATENÇÃO: A sigla AGEs não significa ácidos graxos essenciais.

Consulte também o http://lucitojalseara.blogspot.com/ Alimentos: Produtos da glicação avançada (AGEs) e Doenças crônicas.

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domingo, 10 de julho de 2011

356 - Componentes funcionais antiglicantes ou antioxidantes

Falo sobre alguns Anti-AGEs, Antiglicantes e antioxidantes.
 Níveis de AGEs teciduais e no soro estão aumentadas no diabetes e estudos experimentais têm mostrado que a interação dos AGEs com o receptor para os produtos finais da glicação avançada (RAGE) desempenham um papel importante no desenvolvimento e progressão de complicações vasculares diabéticas. Intervenções que reduzem o acúmulo de AGE parecem proteger contra o desenvolvimento de complicações diabéticas.
A aminoguanidina reduz os níveis de AGEs no tecido de diabetes experimental e retarda o desenvolvimento de retinopatia, neuropatia e nefropatia

Ícone de alerta
Seu vídeo estará ativo no momento em que clicar:


Olá meus amigos e companheiros de trabalho.
Tenho trabalhado bastante para os cursos de Nutrição, já que estou disponibilizando para o público em geral. Recentemente, aproveitando ter instalado, a título experimental por 1 mês, o Camtasia no meu computador, fiz 19 vídeos em 30 dias. Foi tanto a pressa que sei que deve ter muita coisa precisando de correção, mesmo assim resolvi colocá-los no youtube. Gostaria de ter um retorno, comentários sobre os vídeos, pois posso tirá-los de circulação.

O meu blog, Alimentos e Nutrição- Processamento e Alterações, já tem 101.239 visitantes e 55.962  máquinas de computador diferentes, em 11/07/2011. Realmente, posso dizer que estou fazendo educação, será que certa ou errada? ...rs.

Gostaria de melhorar a minha produção e preciso de críticas de quem entenda e quem possa contribuir, porque está na linha de frente. Aguardo o pronunciamento de vocês, não tenham medo de fazer críticas.
Abraços,
Profª. Luci Tojal e Seara
FANUT/UFAL e Nutrição UFPE
lucitojal@uol.com.br

sábado, 21 de maio de 2011

335- INIBIDORES NATURAIS DA GLICAÇÃO E DA FORMAÇÃO DE AGEs


INIBIDORES NATURAIS DA GLICAÇÃO E DA FORMAÇÃO DE AGEs

ROSE CAROLINNE CORREIA DA SILVA

MESTRANDA EM NUTRIÇÃO
carolinne_ufal@hotmail.com
Considerando os efeitos danosos decorrentes da presença de AGEs, são necessárias estratégias que limitem a reação de glicação e a formação de AGEs. Inclui-se entre essas estratégias o controle rigoroso da glicemia em diabéticos, a severa restrição dietética calórica e a utilização de anti-glicantes. Contudo, mesmo mantendo a glicemia dentro da normalidade, uma dieta com alto conteúdo de AGEs pode provocar um aumento do pool de AGEs endógenos. Os anti-glicantes incluem substâncias naturais (dietéticas), sintéticas e endógenas. Anti-glicantes naturais incluem substâncias naturalmente presentes em alimentos, nutrientes ou não, e extratos herbais. A ação anti-glicante ocorre através de diversas vias, incluindo: a) competição por aminogrupos em proteínas; b) ligação a proteínas para prevenir o acesso a aminogrupos; c) impedir que cadeias abertas de açúcares glicantes sejam formadas; d) ligação a intermediários da glicação para prevenir sua progressão para AGEs; e) reação com as carbonilas dos açúcares, tais como, arginina, poliaminas, carnosina; f) atenuação da glicoxidação e/ou estresse oxidativo pelo sequestro de íons metálicos, compostos 1,2-dicarbonil reativos, EROs e espécies reativas de nitrogênio  (ERNs). Os principais alimentos e substâncias naturais com função anti-glicante citados na literatura incluem aminoácidos (arginina, cisteína), peptídios (carnosina), vitaminas (piridoxamina, tiamina), extratos vegetais (Alium sativum, Camellia sinensis, Curcuma longa, Ilex paraguariensis, Passiflora alata, Passiflora edulis, Phaseolus vulgaris, Psidium guajava, Vitis vinifera e Withania somnifer) e compostos fenólicos (kaempferol, miricetina, morin, quercetina, rutina). Destaca-se que, embora seja reconhecido que a glicação é uma reação não enzimática, unidirecional e irreversível, considera-se que a cisteína atue revertendo a glicação através da deglicação (transglicação) de bases de Schiff.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

325- Barre o envelhecimento ingerindo alimentos que previnem as rugas

http://minhavida.uol.com.br/conteudo/11135-Barre-o-envelhecimento-ingerindo-alimentos-que-previnem-as-rugas.htm?ordem=1#gal
 Os alimentos fornecem substâncias que influenciam no funcionamento de nossas células, podendo contribuir para o surgimento de doenças ou ajudar a evitá-las, além de atuar em todo o processo de envelhecimento.  "Com uma alimentação variada e equilibrada, podemos obter antioxidantes e proteínas importantes para retardar o aparecimento das rugas", afirma a dermatologista Daniela Taniguchi. Isso mesmo: os alimentos podem atuar como verdadeiros potencializadores dos tratamentos estéticos, dando um banho de hidratação e reforçando a elasticidade da sua pele. Conheça os principais itens do seu cardápio capazes de realizar essa obra.
FRUTAS COM VITAMINA C: Laranja, morango, limão e acerola são, além de frutinhas deliciosas, benfeitores da sua pele. "A vitamina C, presente nesses alimentos, ajuda a formar o colágeno que, por sua vez, atua na elasticidade da pele", explica Daniela. Além disso, essa vitamina tem ação desintoxicante, prevenindo infecções, gripes e resfriados.
COBRE E MANGANÊS: Amêndoas, feijões, lentilha, nozes e grão-de-bico possuem esses dois minerais que também agem na vitalidade da sua pele. "Eles estimulam a produção de colágeno. Eles são bons cicatrizantes, além de combater os radicais livres e suavizar a pele, especialmente se existir alguma irritação", diz Daniela.
COBRE E MANGANÊS: Amêndoas, feijões, lentilha, nozes e grão-de-bico possuem esses dois minerais que também agem na vitalidade da sua pele. "Eles estimulam a produção de colágeno. Eles são bons cicatrizantes, além de combater os radicais livres e suavizar a pele, especialmente se existir alguma irritação", diz Daniela.
CASTANHA-DO-PARÁ: A castanha-do-pará é rica em selênio, um mineral com propriedades antioxidantes. Ele previne e retarda o envelhecimento ou o chamado endurecimento dos tecidos pela oxidação e contribui para manter a elasticidade natural da pele. "O selênio também é fundamental para manter o humor e, quem não sorri e vive com uma expressão contraída, têm mais rugas", conforme diz Daniela Tamaguchi.
CACAU: A fruta, principal ingrediente do chocolate, tem um antioxidante poderoso, que trabalha aumentando a irrigação sanguínea, o que retarda o aparecimento das rugas. No entanto, fica uma dica: "não coma o chocolate em excesso, pois contém gorduras que deixam a pele mais oleosa", explica a dermatologista. Além disso, o chocolate com mais antioxidantes não é o ao leite, queridinho dos chocólatras, e sim o amargo, rico em flavonoides.
PEIXES E SEMENTES OLEAGINOSAS: O ômega 3 e o ômega 6 são substâncias que ajudam a formar uma substância chamada ceramidas, que tem a função de hidratar a pele e protegê-la de inflamações e alergias, de acordo com a dermatologista. Os ácidos graxos ômega-3 e 6 não são sintetizados pelo organismo e são dependentes de fontes exógenas, como alguns alimentos ou suplementos nutricionais: podemos encontrá-lo nos peixes de água fria (salmão, atum, truta), nas nozes, castanhas e nos óleos vegetais como azeite, canola, soja e milho.
IOGURTE: O iogurte é responsável por manter os probióticos, bactérias que regulam o intestino. Com o intestino preso, a pele sofre porque passa a receber mais toxinas. "O iogurte pode auxiliar no combate a manchas e alergias, surgidas quando a digestão não vai bem e que dão um aspecto mais envelhecido a pele", diz Daniela.
SOJA: Contém isoflavonas, que atua como o hormônio feminino estrógeno na pele. "Com o envelhecimento e a perda de estrógeno, a pele vai ficando mais fina e sensível, o que colabora para o aparecimento das rugas", explica a dermatologista Daniela Taniguchi. Também por conta disso, a soja pode ajudar no combate aos sintomas da TPM e prevenir a osteoporose.

As substâncias protetoras, de ação antiglicante, como a tiamina. Quando ocorre perdas de tiamina, detectaram aumento dos níveis plasmáticos de glioxal e metilglioxal e seus adutos, elevação de dicarbonilas no fígado e no plasma, além da redução dos níveis de glutationa (Shangari et al., 2007).

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

301- Cozimento e atividade antioxidante

MELO, E. A.; MACIEL, M. I. S.; LIMA, V. L. A. G.; SANTANA, A. P. M. Capacidade antioxidante de hortaliças submetidas a tratamento térmico. Nutrire: rev. Soc. Bras. Alim. Nutr.= J. Brazilian Soc. Food Nutr., São Paulo, SP, v. 34, n. 1, p. 85-95, abr. 2009.
RESUMO
Considerando que o processamento de alimentos pode exercer efeitos sobre o nível de nutrientes, particularmente no que tange ao teor de compostos antioxidantes e sua atividade antioxidante, este trabalho teve como objetivo avaliar a capacidade antioxidante de hortaliças submetidas à cocção em vapor.
Extratos metanólicos de hortaliças cozidas foram submetidos à determinação da atividade antioxidante por dois métodos: sequestro do radical estável  1,1- d i fe n i l -2 - p i c r i l h i d r a z i l (DPPH) e sistema de cooxidação do β-caroteno/ácido linoleico. A capacidade de sequestro do radical DPPH exibida pelo extrato de espinafre, cenoura, couve-folha e couve-flor (>70%) foi semelhante a do antioxidante sintético BHT. A menor capacidade de sequestro foi exibida pelo extrato de jerimum sem, contudo, diferir da vagem, cebola branca, batata inglesa e repolho (<60%), aos 15 minutos da reação. Ao final do tempo de reação (60 minutos), o repolho e a batata-inglesa elevaram sua capacidade de sequestro para valores entre 60 e 70%, enquanto qu e as demais mantiveram capacidade de sequestro inferior a 60%. A ação antioxidante do brócolis e jerimum determinada em sistema de cooxidação β-caroteno/ácido linoleico foi superior 70%, não diferindo estatisticamente do BHT. Com exceção da vagem e espinafre, com capacidade antioxidante moderada (60 - 70%), as demais hortaliças apresentaram ação antioxidante (60%) inferior a do BHT.
Com base nos resultados obtidos, evidencia-se que todas as hortaliças cozidas exibiram propriedade antioxidante, entretanto a ação foi diferenciada entre elas. Assim, pode-se inferir que o calor aplicado não afetou de forma drástica a propriedade antioxidante das hortaliças.

Palavras-chave: Atividade antioxidante.
Hortaliças cozidas. Compostos fenólicos

Leiam mais sobre alimentos funcionais na seguinte página:
http://capsulasdeflavonoides.blogspot.com/search/label/Antioxidantes

quinta-feira, 13 de maio de 2010

171- Linhaça

Efeitos da linhaça sobre o perfil lipídico sanguíneo

http://www.nutritotal.com.br/notas_noticias/index.php?acao=bu&id=439
Data: 01/04/2010
Autor(a): Iara Waitzberg Lewinski
Fotógrafo: Camila Marques

Metanálise publicada pela revista American Journal of Clinical Nutrition concluiu que a linhaça pode reduzir significativamente os níveis sanguíneos de colesterol total e LDL (lipoproteína de baixa densidade), mas os efeitos dependem do tipo de intervenção, gênero e perfil lipídico inicial.

Este estudo reuniu revisões de trabalhos científicos sobre o efeito da linhaça (semente, óleo ou suplemento de lignana) no perfil lipídico do colesterol total, do LDL, do HDL (lipoproteína de alta densidade) e triglicerídeo. Os resultados referem-se aos grupos suplementados em relação aos grupos controles, ou seja, aqueles que não consumiram linhaça ou seus derivados.

Os resultados para colesterol total foram investigados em 28 estudos e um total de 1548 participantes, enquanto o LDL foi estudado em 27 artigos, somando 1471 indivíduos. A redução nos níveis de colesterol total foi significante (p = 0,02) para a maioria da população em questão, com redução média de 0,10 mmol/L. Já a redução de LDL, média de 0,08 mmol/L, foi considerada marginalmente significativa (p = 0,04).

As maiores reduções no colesterol total foram observadas com o uso da semente de linhaça inteira (- 0,19 mmol/L) e com suplementação de lignanas (- 0,28 mmol/L). Similarmente, as concentrações de LDL diminuíram com a semente de linhaça e com lignanas (ambas - 0,16 mmol/L). Não houve mudanças significativas na concentração sérica de colesterol total e LDL com o uso do óleo de semente de linhaça.

“Talvez o efeito do óleo de linhaça tenha sido mascarado pelos ácidos graxos mono e poliinasturados consumidos por meio de outros alimentos na dieta do grupo controle. O óleo de linhaça é rico em ácido alfa-linolênico (50 a 62% do óleo ou 22% da semente). Alguns estudos já relataram que a suplementação com óleo de linhaça não reduziu significativamente os níveis de colesterol e LDL sanguíneos, e que o risco para doenças cardíacas pode ser diminuído quando as gorduras trans e saturadas são substituídas pelo ácido alfa-linolênico”, comentam os autores.

“A semente de linhaça contém muita fibra (28% do seu peso), sendo que 25% deste conteúdo está na forma solúvel. Adicionalmente, a linhaça é uma das fontes dietéticas mais ricas em lignanas (esteróide vegetal de ação análoga ao estrógeno em mamíferos) e já foi provado na literatura científica que as fibras solúveis e as lignanas podem diminuir significativamente o colesterol total e LDL. As doses diárias usadas nas intervenções com linhaça foram de 20g a 50g (média de 38 g/dia)”, dizem os autores.
Em geral, estas mudanças foram maiores nas mulheres do que nos homens. Os estudos ainda observaram que as maiores reduções nos níveis de colesterol e LDL sanguíneos foram observadas naqueles indivíduos cujas concentrações iniciais eram mais elevadas.

Os resultados referentes ao HDL foram analisados por 27 estudos e 1353 indivíduos e, quanto aos triglicerídeos, foram 26 estudos e 1359 participantes. Não houve correlação significativa entre a suplementação de linhaça ou seus derivados sobre os níveis de HDL e triglicerídeos.
“Nesta metanálise, investigamos o efeito da linhaça e seus derivados sobre a concentração sérica de lipídios por meio de revisões bibliográficas de pesquisas aleatórias e controladas. Os resultados sugerem que o consumo de linhaça reduz a concentração sanguínea de colesterol total e da fração LDL, e que esse efeito é mais evidente em estudos que utilizaram a semente de linhaça, com mulheres (particularmente no período pós-menopausa) e com concentrações iniciais de colesterol elevadas. Mais estudos são necessários para investigar a efetividade da suplementação de linhaça sobre outros fatores de risco cardio-metabólicos, como doenças crônicas (como a síndrome metabólica e a diabetes), e sobre a morbidade e mortalidade das doenças cardiovasculares”, concluem os autores.


Referência(s)

Pan A, Yu D, Demark-Wahnefried W, Franco OH, Lin X. Meta-analysis of the effects of flaxseed interventions on blood lipids. Am J Clin Nutr. 2009;90:288-97.

170- Alimentos funcionais

http://www.nutritotal.com.br/perguntas/?acao=bu&categoria=16&id=562
Autor(a): Iara Waitzberg Lewinski
Data: 01/04/2010 12:22:13
Como alguns alimentos podem prevenir o câncer?

A relação da dieta e do estado nutricional com o risco de desenvolvimento de câncer tem sido o maior foco das pesquisas em saúde pública. A dieta representa o papel principal na etiologia e prevenção do câncer. Curiosamente, vários estudos têm demonstrado que o câncer é, em grande parte, uma doença evitável, e que sua incidência pode ser substancialmente reduzida com modificações dietéticas. Abaixo estão listados alguns alimentos que possuem efeitos anticancerígenos.


Desde a antiguidade, o alho (Allium sativum) é utilizado por suas qualidades medicinais. De fato, esta planta possui efeitos benéficos em diversas doenças, incluindo câncer, doenças coronarianas, obesidade, hipercolesterolemia, diabetes tipo 1 e 2, hipertensão, catarata e algumas desordens gastrintestinais. Vários estudos vêm demonstrando a redução do risco de diferentes tipos de câncer devido ao consumo de alho.

O alho fresco contém vários compostos organossulfurados, elementos traço de origem fenólica e esteróide, além de carboidratos, proteínas e fibras alimentares. Os compostos organossulfurados do alho são considerados agentes quimioprotetores do câncer, pois podem causar uma suspensão da proliferação das células cancerosas e induzir a apoptose (morte celular programada).

Alho - http://bdm.bce.unb.br/bitstream/10483/327/1/2008_AnaClaudiaLeonez.pdf

Feno-grego

O feno-grego, ou alforva (Trigonella foenum graecum), é tradicionalmente utilizado para tratar diabetes, hipercolesterolemia, ferimentos, inflamações e doenças gastrintestinais. O extrato destas sementes inibe o crescimento tumoral e também produz um significativo efeito anti-inflamatório. Além disso, em experimentos feitos com animais, a inclusão do pó das sementes de feno-grego na dieta reduziu a incidência de tumores no cólon, diminuiu a peroxidação lipídica e aumentou as atividades enzimáticas do sistema antioxidante.

As sementes de feno-grego são fonte rica em fibras e saponina. Diversos estudos in vivo e in vitro observaram efeitos antiproliferativos das saponinas sobre diferentes tipos de células cancerosas.

Chá verde

As propriedades benéficas do chá verde são basicamente provenientes dos polifenóis (classificados como catequinas) e sua potente ação antioxidante. O chá verde contém seis compostos de catequinas principais: catequina, galocatequina, epicatequina, epigalocatequina, galato epicatequina e galato de epigalocatequina (conhecido como EGCG). A bebida também contém alcalóides, como a cafeína, teobromina e teofilina, que conferem ao chá verde efeitos estimulantes. O EGCG é o polifenol mais estudado por ser um potente antioxidante e protetor das células e do DNA contra os radicais livres. Seus benefícios conferem proteção contra o câncer, aterosclerose, obesidade, doenças cardiovasculares e neurodegenerativas.

Soja

O grão de soja é rico em proteínas de alto valor biológico (aproximadamente 50% do grão), isoflavonas, saponinas, fitoesteróis, ácido fítico, fosfolipídios, ácido ascórbico, minerais e fibras alimentares. Em experimentos realizados com animais, foi observado que as isoflavonas da soja melhoraram a sensibilidade à insulina por diminuírem a deposição de gordura visceral e inflamações, além de poderem reduzir os níveis de colesterol plasmático. Além disso, resultados de diferentes pesquisas sugerem que a proteína da soja pode reduzir a massa gorda em casos de obesidade.

O consumo de soja está sendo associado com diminuição do risco do desenvolvimento do câncer de mama, próstata e cólon. Ambas, proteína da soja e isoflavonas, têm revelado diferentes efeitos anticancerígenos, como atividade anti-angiogênica, apoptose celular e modulação da progressão do ciclo celular.

Momordica

A momordica (bitter melon, em inglês, ou melãozinho, como é mais conhecido) contém algumas substâncias (glicosídeos, alcalóides, derivados do ácido linolênico conjugado e proteínas) que fazem com que o seu extrato apresente efeitos comparáveis à ação dos hipoglicemiantes orais, como metformina e tiazolidinadiona. Estudos observaram que o melãozinho é capaz de inibir a hipertrofia dos adipócitos, reduzir a adiposidade, diminuir a concentração sanguínea de glicose, colesterol e triglicérides, melhorar a sensibilidade à insulina e aumento da concentração sérica de adiponectina. O ácido linolênico, presente no óleo das sementes do melãozinho, pode regular e induzir a apoptose em células do câncer de cólon e as proteínas têm demonstrado poder de inibir o crescimento de células do câncer de mama in vitro e in vivo. Em experimentos com animais, o extrato do melãozinho inibiu o desenvolvimento do câncer de pele, de mama e de cólon.

Peixe

Muita atenção tem sido dada aos efeitos benéficos do óleo de peixe, rico em ácidos graxos poliinsaturados ômega-3, e do óleo de oliva, rico em ácidos graxos monoinsaturados, como o ácido oléico. Os componentes protetores dos peixes são os ácidos graxos de cadeia longa, ácido eicosapentaenóico (EPA) e ácido docosahexaenóico (DHA), juntamente com as proteínas, vitaminas e minerais. Por outro lado, existe a preocupação sobre os riscos à saúde devido às contaminações ambientais possivelmente encontradas nos peixes. Contudo, evidências epidemiológicas estabeleceram que a ingestão de óleo de peixe promove efeitos protetores em diversas desordens, como doenças cardiovasculares e câncer.

Por meio de alguns mecanismos, os ácidos graxos ômega-3 podem modificar o processo carcinogênico, o que inclui supressão do ácido araquidônico, influências na expressão dos genes, alteração do metabolismo do estrógeno, efeitos contra radicais livres e envolvimento na sensibilidade à insulina. Ademais, é comprovado que o óleo de peixe possui efeitos antiobesidade e pode reduzir inflamações.

Bibliografia (s)

Murthy NS, Mukherjee S, Ray G, Ray A. Dietary factors and cancer chemoprevention: an overview of obesity-related malignancies. J Postgrad Med. 2009;55(1):45-54. Disponível em: http://www.jpgmonline.com/article.asp?issn=00223859;year=2009;volume=55;issue=1;spage=45;epage=54;aulast=Murthy. Acessado em: 23/03/2010.

Ler também:

Alimentos funcionais em angiologia e cirurgia vascular

Fibra Alimentar

ALIMENTOS FUNCIONAIS: UMA ALTERNATIVA NUTRICIONAL?

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Pergunta 1 - O que é um antioxidante?
Resposta: É uma substância capaz de proteger as células dos efeitos adversos dos radicais livres.

Pergunta 2 - O que são radicais livres?
Resposta: São átomos ou moléculas produzidas durante os processos metabólicos que desempenham funções relevantes no metabolismo.

Pergunta 3 - Quais as vitaminas que exercem funções antioxidantes no organismo?
Resposta: Vitaminas A, C e E.

Pergunta 4 - Quais os pigmentos dos alimentos que exercem funções antioxidantes?
Resposta: Carotenóides, flavonóides, polifenóis, taninos.

Pergunta 5 - Quais os principais minerais que exercem funções antioxidantes?
Resposta: Selênio e zinco

Pergunta 6 - Quais os prejuízos relacionados ao excesso de radicais livres?
Resposta: Os radicais livres podem contribuir para o aparecimento de doenças como cardiopatias, aterosclerose e problemas pulmonares.

Pergunta 7 - O consumo diário de frutas e hortaliças fornece importantes antioxidantes?
Resposta: sim.
http://cyberdiet.terra.com.br/cyberdiet/testes-resultado.php

quarta-feira, 12 de maio de 2010

163- Aveia contra o colesterol



Obesidade na Midia - Globo Reporter - 04/04/2008 - Parte 2



PUBLICADO POR: Naila di Lilas AVEIA - Contra o Colesterol - 19/10/2008
http://mais.uol.com.br/view/dzloozfoy2nb/aveia---contra-o-colesterol-04023562C0892326?types=A


ALIMENTOS FUNCIONAIS

Aveia faz bem para o coração

Pesquisa realizada pelo professor Renato Romani, fisiologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
Lista dos sete alimentos mais importantes para a prevenção de doenças

Os alimentos são: alho, soja, peixe, açaí, castanhas, brócolis e aveia.

Responsável: professora Gláucia Pastore, diretora da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade de Campinas (Unicamp)

Outros alimentos que são remédios naturais: soja, peixe, alho, brócolis, castanha e açaí.

Para garantir o bom colesterol, nada melhor do que comer peixe de duas a três vezes por semana e, de preferência, sardinha ou salmão.

Minerais importantes, como selênio e zinco, são garantidos com pequenas porções de castanhas ou nozes.

Junto com repolhos e couves, o brócolis lidera o trabalho de limpeza das toxinas em nosso organismo.

O açaí, frutinha típica da Região Norte, tem até dez vezes mais antioxidantes do que outras frutas.

Mas a lista tem um item um tanto "polêmico" ao paladar.

"Acho que o alho é um legado das gerações passadas que a gente precisa prestar ainda mais atenção. Ele é antiinflamatório, pela sua composição, e também um normalizador da pressão arterial", explica Gláucia Pastore.

Para baixar o mau colesterol, meio copo por dia de aveia, como dito na pesquisa feita em São Bernardo do Campo.

04/04/08 - 22h15 - Atualizado em 09/03/09 http://g1.globo.com/globoreporter/0,,MUL1035147-16619,00.html

164- Clorofila - Ação antioxidante das frutas e hortaliças




PEREIRA, A. L. F.; VIDAL, T. F.; CONSTANT, P. B. L. Antioxidantes alimentares: importância química e biológica. Nutrire: rev. Soc. Bras. Alim. Nutr.= J. Brazilian Soc. Food Nutr., São Paulo, SP, v. 34, n. 3, p. 231-247, dez. 2009
Durante a redução do oxigênio molecular, radicais livres ou espécies reativas ao oxigênio são formadas e existe a necessidade permanente de inativá- las. Os radicais livres podem ocasionar danos às biomoléculas celulares, o que vem sendo fortemente relacionado ao surgimento de enfermidades, como o câncer, as doenças cardiovasculares e ao processo de envelhecimento. Diversos estudos têm demonstrado que o consumo diário de substâncias antioxidantes na dieta pode produzir uma ação protetora efetiva contra os processos oxidativos que ocorrem no organismo. Entre os antioxidantes naturais as frutas e os vegetais são os alimentos que mais contribuem para o suprimento dietético destes compostos. Dessa forma, a ação de antioxidantes com o vitamina C, vitamina E, compostos fenólicos e carotenoides têm estimulado intensa pesquisa. O presente trabalho procurou realizar uma revisão bibliográfica sobre os pontos mais importantes que abrangem os principais antioxidantes dietéticos, com ênfase para as suas fontes alimentares e os seus mecanismos de ação.
Palavras-chave: Radicais livres.
Antioxidantes. Vitaminas.
Compostos fenólicos. Carotenóide

quinta-feira, 6 de maio de 2010

147- Alimentos funcionais

Legislação
A portaria nO 398 de 30/04/99, da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde no Brasil fornece a definição legal de alimento funcional: "todo aquele alimento ou ingrediente que, além das funções nutricionais básicas, quando consumido como parte da dieta usual, produz efeitos metabólicos e/ou fisiológicos e/ou efeitos benéficos á saúde, devendo ser seguro para consumo sem supervisão médica."

Nutriente: é a substância química encontrada em alimento, que proporcione energia, e ou é necessária para o crescimento, desenvolvimento e manutenção da saúde e da vida, e ou cuja carência resulte em mudanças químicas ou fisiológicas características.

Probiótico: microrganismos vivos capazes de melhorar o equilíbrio microbiano intestinal produzindo efeitos benéficos à saúde do indivíduo.

Substância Bioativa: além dos nutrientes, os não nutrientes que possuem ação metabólica ou fisiológica específica.

1.2.1. Excluem-se desta categoria:

- chás;
- composto líquido pronto para consumo;
- alimentos para praticantes de atividade física;
- produtos cuja finalidade de uso indique ação terapêutica ou medicamentosa;
- produtos com ação farmacológica preventiva ou curativa definidas, mesmo de origem natural;
- produtos que contenham substâncias farmacológicas estimulantes, hormônios e outras consideradas como "dopping" pelo Comitê Olímpico Internacional - COI;
- produtos fitoterápicos, bem como suas associações com nutrientes ou não nutrientes;
- alimentos e ingredientes alimentares que contenham ou consistam em organismos geneticamente modificados - OGM;
- alimentos e ingredientes alimentares produzidos a partir de organismos geneticamente modificados, mas que não o contenham;
- suplemento vitamínico e ou de mineral;
- alimentos para nutrição enteral;
- novos alimentos e ou novos ingredientes;
- produtos com Padrão de Identidade e Qualidade ou Regulamento Técnico específico.

2.2. Classificação

2.2.1.Os produtos de que trata este regulamento são classificados em:

2.2.1.1. Carotenóides;
2.2.1.2. Fitoesteróis;
2.2.1.3. Flavonóides;
2.2.1.4. Fosfolipídeos;
2.2.1.5. Organosulfurados;
2.2.1.6. Polifenóis;
2.2.1.7. Probióticos

2.3. Designação

2.3.1. Substância Bioativa: é o nome da substância bioativa, seguido do nome da fonte da qual foi extraída a substância bioativa, acompanhada da forma de apresentação do produto.

2.3.2. Probiótico: é o nome do probiótico, acompanhado da forma de apresentação do produto.


Leiam:


domingo, 25 de abril de 2010

116- Alimentos funcionais - prébióticos e probióticos


















Susana Marta Isay Saad. Probióticos e prebióticos: o estado da arte. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas. Brazilian Journal of Pharmaceutical Sciences. 2006; 42(1) jan./mar.

PRINCIPAIS BACTÉRIAS EMPREGADAS NOS ALIMENTOS FUNCIONAIS PROBIÓTICOS

Bactérias pertencentes aos gêneros Lactobacillus e Bifidobacterium e, em menor escala, Enterococcus faecium, são mais freqüentemente empregadas como suplementos probióticos para alimentos, uma vez que elas têm sido isoladas de todas as porções do trato gastrintestinal do humano saudável. O íleo terminal e o cólon parecem ser, respectivamente, o local de preferência para colonização intestinal dos lactobacilos e bifidobactérias (Charteris et al., 1998; Bielecka et al., 2002). Entretanto, deve ser salientado que o efeito de uma bactéria é específico para cada cepa, não podendo ser extrapolado, inclusive para outras cepas da mesma espécie (Guarner, Malagelada, 2003).
Dentre as bactérias pertencentes ao gênero Bifidobacterium, destacam-se B. bifidum, B. breve, B.infantis, B. lactis, B. animalis, B. longum e B.thermophilum. Dentre as bactérias láticas pertencentes ao gênero Lactobacillus, destacam-se Lb. acidophilus, Lb. helveticus, Lb. casei - subsp. paracasei e subsp.tolerans, Lb. paracasei, Lb. fermentum, Lb. reuteri, Lb.johnsonii, Lb. plantarum, Lb. rhamnosus e Lb. salivarius (Collins, Thornton, Sullivan, 1998; Lee et al.,1999; Sanders, Klaenhammer, 2001).

OS PROBIÓTICOS E PREBIÓTICOS E A MICROBIOTA INTESTINAL

Em condições normais, inúmeras espécies de bactérias estão presentes no intestino, a maioria delas anaeróbias estritas. Essa composição torna o intestino capaz de responder a possíveis variações anatômicas e físico-químicas (Lee et al., 1999). A microbiota intestinal exerce influência considerável sobre série de reações bioquímicas do hospedeiro. Paralelamente, quando em equilíbrio, impede que microrganismos potencialmente patogênicos nela presentes exerçam seus efeitos patogênicos. Por outro lado,o desequilíbrio dessa microbiota pode resultar na proliferação de patógenos, com conseqüente infecção bacteriana (Ziemer, Gibson, 1998).
A microbiota saudável é definida como a microbiota normal que conserva e promove o bem-estar e a ausência de doenças, especialmente do trato gastrintestinal. A correção das propriedades da microbiota autóctone desbalanceada constitui a racionalidade da terapia por probióticos (Isolauri, Salminen, Ouwehand, 2004). A influência benéfica dos probióticos sobre a microbiota intestinal humana inclui fatores como os efeitos antagônicos e a competição contra microrganismos indesejáveis e os efeitos imunológicos (Puupponen-Pimiä et al., 2002). Dados experimentais indicam que diversos probióticos são capazes de modular algumas características da fisiologia digestiva, como a imunidade da mucosa e a permeabilidade intestinal (Fioramonti, Theodorou, Bueno, 2003). A ligação de bactérias probióticas aos receptores da superfície celular dos enterócitos também dá início às reações em cascata que resultam na síntese de citocinas (Kaur, Chopra, Saini, 2002).
O conhecimento da microbiota intestinal e suas interações levou ao desenvolvimento de estratégias alimentares, objetivando a manutenção e o estímulo das bactérias normais ali presentes (Gibson, Fuller, 2000).
É possível aumentar o número de microrganismos promotores da saúde no trato gastrintestinal (TGI), através da introdução de probióticos pela alimentação ou com o consumo de suplemento alimentar prebiótico, o qual irá modificar seletivamente a composição da microbiota, fornecendo ao probiótico vantagem competitiva sobre outras bactérias do ecossistema (Crittenden, 1999).

Probióticos
Produção de ácidos graxos de cadeia curta  pelas bactérias láticas do leite

A hidrólise enzimática bacteriana pode aumentar a biodisponibilidade de proteínas e de gordura e aumentar a liberação de aminoácidos livres. Além de ácido lático, ácidos graxos de cadeia curta, como propiônico e butírico, também são produzidos pelas bactérias láticas. Quando absorvidos, esses ácidos graxos contribuem para o pool de energia disponível do hospedeiro e podem proteger contra mudanças patológicas na mucosa do cólon. Além disso, uma concentração mais elevada de ácidos graxos de cadeia curta auxilia na manutenção de um pH apropriado no lúmen do cólon, crucial para a expressão de muitas enzimas bacterianas sobre compostos estranhos e sobre o metabolismo de carcinógenos no intestino (Kopp-Hoolihan, 2001).
Assim, a produção de ácido butírico por algumas bactérias probióticas neutraliza a atividade de alguns carcinógenos da dieta, como as nitrosaminas, resultantes da atividade metabólica de bactérias comensais em indivíduos que consomem dietas com alto teor de proteínas (Wollowski, Rechkemmer, Pool-Zobel, 2001).
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Pergunta 1 - Prebióticos são:
Resposta: Alguns tipos de fibras alimentares, ou seja, carboidratos não digeríveis pelo nosso corpo que proporcionam benefícios ao organismo.

Pergunta 2 - Quais as funções básicas dos prebióticos?
Resposta: Ajudar na manutenção da flora intestinal; estimular o “trânsito” intestinal; contribuir com a consistência normal das fezes, colaborar para que somente seja absorvido pelo intestino as substâncias necessárias, favorecendo a diminuição do colesterol e triglicérides totais no sangue; estimulam o crescimento de bactérias que suprimem a atividade de outras bactérias que são putrefativas.

Pergunta 3 - Exemplos de prebióticos são:
Resposta: Os frutooligosacarídeos que estão presentes em alimentos de origem vegetal, como cebola, alho, tomate, banana, cevada, aveia, trigo, mel e cerveja e a inulina que é um polímero de glicose extraído principalmente da raiz da chicória.

Pergunta 4 - Probióticos são:
Resposta: Produtos que carregam microorganismos que, quando ingeridos, exercem efeitos benéficos para a saúde.

Pergunta 5 - As funções básicas dos probióticos são:
Resposta: Diminuição na concentração de bactérias patogênicas e putrefativas, que provocam doenças e gases; aumentam o valor nutritivo e terapêutico dos alimentos; fortalecimento do sistema imunológico e aumento de uma enzima que facilita a digestão da lactose.

Pergunta 6 - Quais os produtos que são acrescidos de probióticos?
Resposta: Os probióticos estão presentes em leites fermentados e iogurtes.

Pergunta 7 - É indicado o consumo de alimentos prebióticos e probióticos diariamente?
Resposta: Sim.
http://cyberdiet.terra.com.br/cyberdiet/testes-resultado.php

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NUNES, Gisele Fátima Morais; PAULA, Ariela Veloso de; CASTRO, Heizir Ferreira de and SANTOS, Júlio César dos. Modificação bioquímica da gordura do leite. Quím. Nova [online]. 2010;33(2): 431-7. ISSN 0100-4042.

Durante algum tempo a gordura do leite foi apontada como prejudicial à saúde por conter quantidades razoáveis de colesterol e ácidos graxos saturados, os quais têm implicação no aumento de doenças cardiovasculares, sendo este fator relevante para a substituição da manteiga por outros produtos. O efeito hipercolesterolêmico da gordura do leite na dieta humana é associado principalmente aos ácidos láurico, mirístico e palmítico.
Por outro lado, deve-se ressaltar que esta gordura possui componentes benéficos e importantes para a manutenção da saúde e redução do risco de doenças. Nela encontram-se quantidades apreciáveis de ácidos linoleicos conjugados (Conjugated Linoleic Acid - CLA), um grupo de ácidos graxos que desempenham importantes efeitos à saúde, incluindo o combate a diabetes e à obesidade, a modulação do sistema imunológico e do crescimento ósseo, e sua ação anticarcinogênica, principalmente no que diz respeito ao câncer de mama. Igualmente benéfico é o ácido butírico, que tem sido sugerido como potente inibidor da proliferação de células cancerígenas e indutor da diferenciação e apoptose de diferentes linhagens destas células.
As características nutricionais, todavia, não são suficientes para a aceitabilidade de um produto, sendo também fundamental que sejam considerados aspectos como propriedades físicas e organolépticas de um alimento. Ao contrário da margarina, a manteiga tem faixa de plasticidade limitada, comportando-se como um sólido pouco espalhável à temperatura de refrigeração (0-10 ºC), enquanto que à temperatura ambiente (20-25 ºC) há separação do óleo e exsudação. Sua espalhabilidade ideal ocorre em torno de 15 ºC, temperatura na qual seu conteúdo de gordura sólida está em torno de 30%.
Buscando-se obter um produto que alie os atributos organolépticos e de composição da gordura do leite, mas que contenha menores quantidades de ácidos graxos saturados e que possua melhor espalhabilidade à temperatura de refrigeração, têm sido realizados estudos objetivando-se sua modificação. Dentre os processos em estudo, destaca-se a interesterificação, a qual pode ser química ou enzimática. Ambas as vias, química ou enzimática, podem ser utilizadas na indústria de óleos e gorduras para a fabricação de margarinas e shortenings.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

105- Licopeno - Alimentos funcionais




http://tvuol.uol.com.br/permalink/?view/id=suco-licopenado-04023168E4C17366/user=mqjcbg9znoh1/date=2009-11-26&&list/type=search/q=antioxidante/edFilter=all/sort=mostRelevance/

26/11/2009



http://tvuol.uol.com.br/permalink/?view/id=videos-alimentos-funcionais-0402326AD8991326/user=bc3fu5ori3jg/date=2008-09-29&&list/type=search/q=alimentos%20funcionais/edFilter=all/sort=mostRelevance/
29/09/2008

O licopeno, um carotenoide encontrado em tomate, melancia, mamão, pêssego, toranjas alaranjadas e rosadas, possui propriedades antioxidantes e anticancerígenas.

Cerca de 80% do licopeno alimentar é encontrado no tomate e seus derivados; sua segunda maior fonte é a melancia.

A biodisponibilidade do licopeno é baixa, mas pode ser melhorada por meio de processos térmicos. Vários estudos têm sugerido que o consumo de produtos processados com tomate reduz o risco de câncer de próstata. Da mesma forma, a diminuição do risco de câncer e doenças cardiovasculares tem sido associada ao consumo elevado de produtos que contenham tomate.

Embora os efeitos benéficos do licopeno à saúde se devam a suas propriedades antioxidantes, há algumas evidências que sugerem outros mecanismos de ação, como o hormonal e a modulação do sistema imune. O licopeno é o carotenoide mais abundante no plasma humano, o que demonstra seu elevado nível de importância no corpo humano quando em comparação com outros carotenoides, como o beta-caroteno e a luteína.

No soro humano, ele costuma ser ligado a lipoproteínas de baixa densidade (LDL), sendo transportado para vários tecidos, como fígado, adrenais, testículos e próstata. Além disso, no corpo humano, o licopeno é um carotenoide prevalente, que pode ser encontrado em altas concentrações nos testículos, nas glândulas adrenais, no fígado e na próstata.

Licopeno reduz estresse oxidativo e melhora função endotelial

Data: 11/02/2011
Autor(a): Rita de Cássia Borges de Castro
Fotógrafo: Camila G. Marques


Estudo publicado na revista Atherosclerosis mostrou que o aumento nos níveis séricos de licopeno, através de sua suplementação, reduz o estresse oxidativo e melhora função endotelial em homens saudáveis.

Os pesquisadores recrutaram 126 homens que apresentavam consumo moderado de álcool, tabagistas e com baixo consumo de frutas e legumes.

Trata-se de um estudo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, onde foram avaliados o estresse oxidativo e a função endotelial após suplementar homens saudáveis com licopeno por 8 semanas. Os participantes foram divididos em três grupos para receber 6 mg (n=41) ou 15 mg (n=37) de licopeno por dia ou placebo (n=38).

Foram analisadas as seguintes variáveis: pressão arterial sistólica; proteína c-reativa ultra-sensível (PCR-US); atividade da enzima antioxidante superóxido dismutase (SOD); tonometria de artéria periférica pela hiperemia reativa para avaliar a função endotelial; ensaio cometa para avaliação de danos no DNA em linfócitos; marcadores inflamatórios e de função endotelial como a molécula de adesão intercelular solúvel tipo 1 (sICAM-1) e molécula de adesão celular vascular solúvel tipo 1 (sVCAM-1).

Os níveis séricos de licopeno aumentaram de maneira dose-dependente após 8 semanas de suplementação (p<0,001). O grupo que recebeu 15 mg/dia de licopeno apresentou aumento significativo na atividade da SOD no plasma (p= 0,014) e redução de danos no DNA (p = 0,042) quando comparados ao grupo placebo. A função endotelial melhorou em 23% na dose de 15 mg/dia (p= 0,032) após oito semanas. Os níveis de PCR-US, pressão arterial sistólica, sICAM-1 e sVCAM-1 diminuíram significativamente também no grupo de 15 mg/dia (p<0,005).

“Os efeitos benéficos da suplementação de licopeno sobre a função endotelial foram mais notáveis nos indivíduos com sua função já prejudicada desde o início do estudo”, comentam os autores.

“Os resultados deste estudo não podem ser generalizados para mulheres ou indivíduos de outras etnias, faixas etárias ou grupos geográficos, pois o gênero é um fator importante na determinação da função endotelial e este estudo foi realizado em um grupo representativo de homens coreanos de meia idade”, ressaltam os autores.

“Apesar dessas limitações, a suplementação de 8 semanas com 6mg/dia ou 15mg/dia foram suficientes para aumentar os níveis séricos de licopeno e atividade da SOD no plasma, além de diminuir danos oxidativos ao DNA de uma maneira dose-dependente. Esses resultados acrescentam à literatura dados importantes sobre os efeitos protetores da atividade antioxidante do licopeno na aterosclerose, através de um efeito antiinflamatório e de preservação da função endotelial”, concluem.




Referência(s)

Kim JY, Paik JK, Kim OY, Park HW, Lee JH, Jang Y, Lee JH. Effects of lycopene supplementation on oxidative stress and markers of endothelial function in healthy men. Atherosclerosis. 2010 Dec 9. [Epub ahead of print]

sábado, 17 de abril de 2010

92- Ação dos antioxidantes



2 de maio de 2009 — A importância dos antioxidantes para seu organismo. HumaneProductions
Este vídeo descreve a formação de radicais livres e do estresse oxidativo.

Os efeitos patológicos dos AGEs estão relacionados à capacidade destes compostos de modificar as propriedades químicas e funcionais das mais diversas estruturas biológicas. Através da geração de radicais livres, da formação de ligações cruzadas com proteínas ou de interações com receptores celulares, os AGEs promovem, respectivamente, estresse oxidativo, alterações morfofuncionais e aumento da expressão de mediadores inflamatórios (Ahmed, 2005; Jakus & Rietbrock, 2004; Bierhaus et al., 1998).







Alimentos do grupo das brassicas, como brócolis, repolho, couve-flor, agrião, entre outros, são ricos em glicosinolatos. Esta substância está mais ativa quando o vegetal é cortado, mas quando cozido em água ele se perde para o meio de cocção. Então, neste caso seria interessante cortar bem o alimento, porém não cozinhar ou cozinhar sem água, como em um refogado.
Tomate - Rico em um carotenoide, o licopeno, que é muito mais absorvido e tem mais efeito no organismo quando o alimento é processado e aquecido.
Neste caso, seria melhor consumir o tomate na forma de molho de tomate do que cru.
Antocianinas – Substância que da a cor vermelha em frutas como pitanga, morango, açaí e repolho roxo. Elas são instáveis se aquecidas, portanto, é melhor consumi-las cruas.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

32- Alimentos funcionais

Alguns alimentos funcionais são anti-glicantes naturais, devido sua função antioxidante, diminuindo, portanto, a formação dos AGEs.

http://www.youtube.com/watch?v=7JVRRqGGXVU



http://www.youtube.com/watch?v=Vwc6_Ip_zCs





Luciana de Paula NAVES, Angelita Duarte CORRÊA, Celeste Maria Patto de ABREU, Custódio Donizete dos SANTOS. Nutrientes e propriedades funcionais em sementes de abóbora (Cucurbita maxima) submetidas a diferentes processamentos. Ciênc. Tecnol. Aliment., Campinas, 30(Supl.1): 185-190, maio 2010.

Resumo
O objetivo deste trabalho foi verificar a influência dos processamentos térmicos sobre os nutrientes e propriedades funcionais das sementes da abóbora Cucurbita maxima. As sementes foram, em quatro repetições, submetidas aos seguintes processamentos: utilizadas na forma crua; cozidas em água em ebulição por três tempos: 5, 10 e 15 minutos; e cozidas no vapor por 10 minutos. Posteriormente foram liofilizadas, trituradas e armazenadas em temperatura ambiente até a realização das análises de composição centesimal, minerais e propriedades funcionais. Não houve diferença significativa entre os processamentos para os níveis de proteína bruta, fibra alimentar, extrato etéreo, cinzas, S, P, Mg, Ca, Cu, Zn, solubilidade do nitrogênio (nos pH 4, 5 e 6), absorção de água e óleo, volume de espuma e estabilidade de emulsão. O cozimento em água em ebulição reduziu o teor de K. Todos os processamentos térmicos diminuíram os níveis de Mn e Fe. As sementes cruas apresentaram a maior solubilidade do nitrogênio nos pH 2, 3, 7, 8 e 9. Conclui-se que os processamentos acarretaram diferença significativa apenas nos teores de K, Mn, Fe e solubilidade do nitrogênio; e que as sementes apresentam potencial para serem incorporadas, provavelmente, em alimentos que requeiram elevada taxa de absorção de óleo.
Palavras-chave: Cucurbita máxima; semente de abóbora; processamento; nutriente; propriedade funcional.

Conclusões
As diferentes formas de cozimento das sementes da moranga não acarretam alterações na composição centesimal. Entretanto, o cozimento em água em ebulição por 5, 10 e 15 minutos reduziu os níveis de K, Mn e Fe, além do cozimento no vapor também ter acarretado redução nos níveis de Mn e Fe.
O cozimento acarreta redução da solubilidade do nitrogênio nos pH 2, 3, 7, 8 e 9. A farinha de sementes de abóbora apresentou pobre característica espumante e baixa estabilidade de emulsão e capacidade de absorção de água. Entretanto, apresentou boa capacidade de absorção de óleo. Portanto, a farinha de sementes da abóbora Cucurbita maxima apresenta potencial para ser incorporada, provavelmente, em produtos alimentícios que requeiram elevada taxa de absorção de óleo.
Entretanto, não se deve deixar de ressaltar que estudos antinutricionais e toxicológicos das sementes da moranga são importantes para assegurar seu consumo.